sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dedilhado sem acorde

Faria dessas curvas
a estrada para o caminho
De uma vida toda.
Escreveria um poema para cada curva e traço do teu corpo,
Em especial,
Escreveria mil poemas,
Dedicados ao teu sorriso
E, em milhares de pergaminhos,
Dissertaria e espalharia pelos quatro cantos do mundo,
Sobre o que és
Te eternizaria como o absoluto ponto do amor e da beleza
Para que os sucessores saibam
Que tu és a mais bela e perfeita criatura,
Sem ponto final,
Que tu és eterna!




Nefasto Sortecída

7 comentários:

  1. Ah coisas escondidas em cada dedilhado
    dedilhados escondidos em cordas que ainda não existe,
    mais que é eterna, não tem um fim
    nem busca o fim.
    sempre além, a esperar.

    Meu eterno e preferido, pode ter certeza.

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  2. Leio, releio. E a música que toca é:
    Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana.
    Deu um clima (foderoso)à leitura,
    às palavras... Ao encanto.

    Sobre as pessoas: Existe uma grande sorte de ser uma poesia. Para imaginar o dedilhar do corpo em pensamento, imaginar as curvas, o formato do cabelo contra o vento, os olhos, a boca sobreposta em um sorriso instantâneo, sabendo que a poesia é viva. Tem sangue quente entre as veias e tem marcas do tempo sobre a pele.

    (Enquanto eu que já não sou, observo todo o encanto).

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  3. Acordar e dar de cara com estas palavras,faz-me querer ser mais ainda delas.O mais impressionante é poder ler e deixar fluir a imaginação sobre o mesmo e sentir a sua maravilha.Que demos vida à poesia e que deixemos-a dedilhar sobre nós,assim como dedilhastes sobre ela.

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  4. Apenas de boca aberta com essa perfeição de poesia. Dizer que é só lindo, seria blasfêmia.

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  5. Apareço sim, tô sempre por aqui.
    Adorei seu espaço e já estou a seguir. Boas inspirações sempre.

    Abraços :)

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