sábado, 31 de março de 2012

A eternidade ficou velha; mas os sonhos não envelhecem.















Quais nomes darão ao moço? Qual idade dirão ser a do velho? Como podemos chamá-lo de velho? Apenas por que se aproxima da morte? Mas qual contrário de morte? Seria amor, como diria uma mente senil anárquica?

 As cachorras se dilaceram, és muita sedição, um homem muito sedicioso! Cachorras do tempo, zumbis cruéis; arquitetaram o pior tipo de suicídio: se mataram em vida! Andam por aí, procurando sua invenção, acreditam estar vivas, mas se distanciaram da verdadeira concepção de vida; uma vez que esmagam suas paixões para, finalmente, se embriagar na ilusão do “vencer na vida”: “ESTÃO DEVIDAMENTE MORTAS EM VIDA!” Os tolos não podem ver a felicidade, que mora ao seu lado, prefere acreditar que a felicidade é parecer com aqueles que se julgam felizes. Transformar-se-ão em idealistas e comedores da autoajuda!

Abominam o caos e o perigo, pois escolheram o pior destes: a cautela! Nada mais perigoso e monstruoso que a cautela! Procuram o tudo, ingênuos, não percebem que o TUDO é NADA! Estão presos - aos moldes de Kafka -, mas se inclinam permanentemente para o lago obscuro da humilhação – não nasceram para a vida, repito, mas para serem humilhados enquanto vivos.

 São moralistas, demasiado moralistas! São dogmáticos, estupidamente dogmáticos! Planejadores do próprio buraco! Eternos comedores do resto!

Esqueceu-se que o tempo não para, nem vai esperar, o fim da viagem chegou de repente, agora já não dá mais pra voltar atrás! Culpa da teimosia maligna, que se deixou permear na moldada vida, não para ser vivida, nem explorada, mas vendida: uma prostituta inconsciente! Mesmo sem querer acreditar, isso é tão normal! Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar!

Uma vez que se interessou, OBRIGATORIAMENTE deverá ouvir:

Singela homenagem aos 40 anos do Clube da Esquina(obs: último parágrafo TOTALMENTE inspirado nestas canções: deveras AMINEIRADO!!!).

Vento de Maio – Lô Borges
Clube da Esquina II – Clube da Esquina
Paisagem da Janela – Lô Borges
Sol de Primavera – Beto Guedes
O sal da Terra – Beto Guedes


Por Osnar Gomes!!! O Ozzy Villa!!

6 comentários:

  1. De fato, as pessoas hj vivem a morrer procurando oq está debaixo de seus narizes: a felicidade por ilusões bestas. Mto bom o texto ;)

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  2. Claro que podemos trocar muitas ideias, papos que acrescentam são sempre bem vindos em minha vida.

    Às pessoas vivem e se perdem no meio dessa vivência. Ao te ler, me lembrei da música do Paralamas do Sucesso que diz "A esperança não vem do mar, vem das antenas de tv... a arte é de viver da fé, só não se sabe fé em que..." Esse trecho representa muito, essa velhice cercada de nostalgia e de confusão. O que passa pela cabeça? O que eles sentem? E os arrependimentos como ficam? Acredito que quanto mais próximos da morte a gente está maior é o desespero de encontrar respostas do que é impossível ser respondido e de encontrar soluções ao que já passou, e se perdeu no nosso destino já vivido.
    Penso que o arrependimento e o que desatina o arrependimento, é o amor.
    A o amor, esse sim é o fator primordial da vida em vida, não estamos falando da morte em vida.
    O amor, é o sentido e a confusão que buscamos incessavelmente, cansamos, desistimos, perdemos os sentidos, e voltamos a buscar. É um jogo de valores e morais.
    Devemos viver pelo amor, para viver.
    Não morrer em vida.

    "Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".
    Henry David Thoreau
    Recomendo que você assista caso não tenha assistido A Sociedade dos Poetas Mortos. Fala muito sobre esse lance de morrer em vida.
    E caso tenha assistido, a sua leitura, me trouxe esse filme nos pensamentos.

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  3. Acho que exagerei.
    Caramba, rs.

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  4. Esse texto diz muito! Quantos de nós nos perdemos nos comodismos e imediatismos da sociedade em que vivemos?? Quantos de nós deixamos de lado nossa vida - não mais nossa, visto que quando não vivemos por todos, vivem por nós - pra ir em busca do que tanto queremos, de um verdadeiro sonho?
    Pouquíssimos são os que sonham. Abdicam da 'coisa' errada.
    E o que é um sonho hoje?
    As pessoas deixaram de lado essa essência, cegadas pelo monotonismo do olhar cotidiano. Se permitiram chegar a esse ponto. Se permitiram desacreditar e tornaram os sonhos, só mais algumas metas que os felicitam, quando cumpridas ao final do dia. Achando eles que aquilo é tudo. E, quando se dão por satisfeitos, deitam em seus travesseiros, para só então, recomeçar - como robôs!: os mesmos pensamentos, os mesmos feitios, e o principal, O MESMO OLHAR. #Vale uma ressalva: O cotidiano, acredito eu, não necessariamente, será monótono. A mesmice do dia-a-dia, se encontra no olhar, do seu para com o próximo, do seu para com as coisas que te rodeiam, enfim.. Como você enxerga aquilo todos os dias? Como é que você se vê? - Se é que há uma hora na sua agenda pra isso.
    Talvez, eu até faça parte de alguns praxes sociais. No entanto, de uma coisa, não me restam dúvidas: por minha paz, pelo meu bem estar - e quando falo de bem estar me refiro a corpo e alma - não seguirei, sendo mais uma admitida! Espero, não me sentar em uma poltrona no dia de domingo, procurando novas drogas de aluguéis, em vídeos coagidos, pela paz - por minha paz - não quero seguir admitindo.
    Não quero deixar a vida passar, de jeito maneira e fazer parte desses chamados, "tolos sociais". Assim espero =)

    "Os tolos não podem ver a felicidade, que mora ao seu lado, prefere acreditar que a felicidade é parecer com aqueles que se julgam felizes. Transformar-se-ão em idealistas e comedores da autoajuda!"

    PARABÉNS OSNAR, BELO TEXTO!

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  5. Seus textos estão cada vez melhor! Parabéns, Oznar!
    Ass. Lívia

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